Cigarro e Cicatrização Cutânea

Pesquisar, estudar e nunca parar!

Estava pesquisando mais sobre cicatrização, pois como todos sabem é um dos fatores mais importantes para o excelente resultado de uma micropigmentação, enfim enquanto estudava achei uma monografia muito legal e recente da estudande de medicina Thais Santos Marques Silva, FMB-UFBA, datado Setembro de 2012.

Logo abaixo está a Conclusão do trabalho da Thais, porém, aconselho você darem uma olhada na monografia completa (que se encontra aqui), afinal, tentar compreender um assunto apenas pela conclusão é como tentar entender uma novela assistindo apenas ao último capítulo.

Conclusão
Embora existam estudos que indiquem uma possibilidade de que o uso da nicotina, isolada, em baixas doses, seja estimulante a angiogênse e proliferação de fibroblastos possibilitando uma cicatrização mais rápida em estudos experimentais em animais, não há evidências de que seja possível obter o mesmo efeito com uso de cigarro em seres humanos.
Na literatura é possível encontrar diversas descrições dos danos causados ao organismo humano pelo uso do cigarro. E isto está presente nos dados mundiais sobre saúde, onde vemos o cigarro figurar entre os principais responsáveis por uma série de doenças neoplásicas malignas, em diversos órgãos, como pulmões e bexiga, por exemplo. Assim como estão comprovadas as patologias vasculares, pois o uso do cigarro gera efeitos sobre diversos sistemas do organismo, tanto forma direta como indiretamente, o que muitas vezes culmina com uma menor qualidade de vida para o indivíduo tabagista.
A ação vasoconstrictora da nicotina, assim como, o aumento da adesividade plaquetária, e também a ligação irreversível do monóxido de carbono à hemoglobina, corroboram para o já conhecido efeito de hipóxia tecidual causado pelo cigarro. Esta hipóxia, parece prejudicar o processo cicatricial, o que parece ser compreensível do ponto de vista da fisiologia da cicatrização cutânea.
A partir dos achados encontrados na maioria dos artigos revisados, conclui-se que não é indicado o uso do cigarro, devendo-se proceder a abstinência do tabagismo para evitar seus efeitos deletérios sobre o processo cicatricial, sobretudo após procedimentos cirúrgicos, onde uma melhor e mais rápida cicatrização pode significar inclusive uma melhor sobrevida para o paciente, além de evitar as complicações resultantes de uma cicatrização mais lenta e mais sujeita a complicações.

Espero de coração que minha paixão pela pesquisa e estudo nesta área se estendam a vocês para que juntos façamos maravilhas pela estética.

Até mais.

Essas informações foram retiradas do próprio site da Universidade.
Universidade Federal da Bahia
Página da Monografia
Link para download da Monografia

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