Crise?

Enquanto alguns setores da economia enfrentam um cenário de instabilidade financeira, outros possuem perspectivas diferentes como é o caso da Beleza e dos Cuidados Pessoais que, segundo a economista Miriam Leitão, tem previsão de crescimento de até 30% nos próximos anos.

A verdade é que com ou sem crise homens e mulheres continuam, e continuarão, frequentando salões de beleza para cortar, pentear e tingir os cabelos, além de fazer as unhas, depilar o corpo, acertar as sobrancelhas e comprar produtos do segmento.

É evidente que mercado de Higiene, Beleza e Cuidados Pessoais movimenta anualmente bilhões de reais em todo o mundo, porém no Brasil o cenário é ainda melhor uma vez que somos líder mundial no consumo de perfume, 2º no consumo de desodorante, 3º em cuidados para o corpo e o 3º em maquiagem.

O cuidado estético é cultural, um bem indispensável na vida de cada brasileiro, embora seja grande a concorrência, dificilmente vemos salões de beleza vazios, sem clientes.

O mercado é tão grande que muitas pessoas têm superado a dificuldade econômica com a abertura de novos empreendimentos, mesmo em retração econômica.

Segundo a ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), os mais recentes dados comprovam um crescimento ao ano de 10% nos últimos 19 anos, sendo que os demais setores tiveram um crescimento aproximado de 2%, ou seja, é uma exceção à regra.

A participação majoritária das mulheres neste setor, e o lançamentos constantes de produtos contribuem para o crescimento, pois atendem cada vez mais às necessidades do mercado, por exemplo, produtos de prevenção à velhice têm sido lançados diariamente devido ao aumento da expectativa de vida.

Mesmo os empreendedores menos experientes já enxergaram quão lucrativo esse ramo pode ser e estão investindo por todo o Brasil.

Os dados do Euromonitor de 2014 informam que o Brasil ocupa a terceira posição no consumo geral de produtos e serviços deste mercado, representando 9,4% de todo o consumo mundial.

A estética deixou para trás o estigma de que cuidado pessoal é apenas uma tendência ou “moda”.

Qualquer empresário que entra nesse mercado, com uma proposta qualificada, estrutura física atrativa e pessoal competente, pode virar dono de um negócio altamente lucrativo.

Um exemplo é a atriz Jessica Alba, co-fundadora da The Honest Company, uma startup que comercializa produtos sem componentes tóxicos para bebês. Sua empresa comercializa principalmente produtos de higiene no sistema de assinaturas, de fraldas naturalmente biodegradáveis a espuma de banho vegano.

Segundo a empresa, tudo deve estar em sintonia com a temática sustentável, incluindo selos de edifícios verdes para as sedes da empresa e o uso exclusivo de energia de fontes renováveis. Juntando o setor com a inovação ambiental, Jéssica Alba criou um negócio milionário e poderia até abandonar a carreira no cinema.

Existe um leque imenso de segmentos dentro da área da Beleza e Cuidados Pessoais que podem atrair quem procura investir em uma nova profissão ou acrescentar serviços ao seu salão de beleza ou clínica de estética.

A micropigmentação é um excelente exemplo de mercado em expansão. Essa arte ainda é um segmento em evolução e que ganha novos adeptos a cada dia.

De 2015 a 2017 o segmento cresceu aproximadamente 300% uma vez que os profissionais atuantes passaram de 10.000 a mais de 30.000 segundo a FABDEC (Federação Brasileira de Dermopigmentação Estética e Corretiva).

Com escolas de micropigmentação surgindo, a tendência é que esse tipo de tratamento seja cada vez mais procurado por pessoas que pretendem agregar esta técnica a sua carreira estética.

Dentro dessa arte é possível encontrar procedimentos para sobrancelhas lábios, boca e olhos, com um resultado natural.

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