Cuidados na Micropigmentação, Hepatite pode virar Câncer

Olá amores,

Devido a falta de cuidado que alguns profissionais não tem tomado, venho novamente falar sobre cuidados na micropigmentação. Na semana passada, discutimos sobre o “Por quê escolher um Profissional”, mas hoje gostaria de conscientizar que não é só o nosso paciênte que corre riscos.

Ao realizar qualquer tipo de procedimento que envolva contato com o sangue, como na micropigmentação ou mesmo na manicure (que utiliza alicate de unha), o profissional deve estar sempre usando os devidos EPI’s (Equipamento de Proteção Individual), como luvas, máscara e toca.
Além disto, o profissional tem sempre que usar material descartável a fim de evitar contaminar outras pessoas após atender um portador de algum vírus. Caso seja um material impossível de se descartar ou o investimento seja caro à você, SEMPRE esterilize o material utilizado.

Achei uma materia super interessante no Jornal de Itatiba que fala um pouco sobre Hepatite.
Vale a pena se conscientizar:

HEPATITE C

Doença causada por vírus pode evoluir para câncer

Da Redação

A hepatite é uma inflamação no fígado, causada por vírus que se instala nas células do fígado e lentamente destrói as mesmas. Quando não tratada, a doença pode evoluir para o câncer de fígado, um dos mais complexos para tratar.
As hepatites podem ser divididas em dois grupos: as transmissíveis e as não transmissíveis. Este primeiro grupo é identificado por letras, que vão de A a G. Já o segundo grupo, é composto pela hepatite alcoólica, por medicamentos, entre outras.
No caso das hepatites transmissíveis, os fatores de risco estão ligados aos manuseios com sangue infectado. Transfusão, reutilização de seringa de injeção, aparelhos cortantes não esterilizados, como alicates de unhas, laminas de barbear, agulhas de acupuntura podem ser agentes.

GRUPOS DE RISCO

O médico infectologista do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), Frederico Gigliotti Pallazzo, complementa dizendo os grupos de risco podem ser pessoas que fizeram transfusões de sangue antes da década de 90 ou que possuam tatuagens e piercings. “Alicates de unha ou uso de drogas injetáveis com compartilhamento de seringas também são fatores de risco”, ressalta. Porém, outros grupos não são descartados.
Apesar de todo um estigma enfrentado pelo portadores da hepatite C, a organização Mundial da Saúde não considera a infecção uma doença de transmissão sexual, já que tal via de contagio é rara de acontecer, a tal ponto que é raro encontrar casais em que os dois estão infectados.

DIAGNÓSTICO

Segundo Carlos Varaldo, presidente do Grupo Otimismo de Apoio Ao Portador de Hepatite, o diagnóstico da doença tipo C, é feito com teste específico, que recebe o nome Anti- HCV. “O exame é fácil de realizar, barato e todos os planos de saúde dão cobertura”, comenta.
Varaldo explica que se houver resultado positivo, a possibilidade de a pessoa estar com a infecção crônica é de aproximadamente 85% e, para confirmar, é realizado outro teste, o PCR da hepatite C.
De acordo com presidente da entidade, os estimados três milhões de brasileiros infectados somente entre 5 e 10% estão diagnosticados. “O restante não sabe que pode estar infectado com um vírus mortal”, salienta.
Pallazzo explica que, em Itatiba, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), realizam o exame de sangue para hepatite C gratuitamente.

SINTOMAS

Varaldo revela que A hepatite C é chamada de “assassina silenciosa”, pois na grande maioria dos casos não apresenta sintomas durante sua lenta evolução, que pode levar mais de 20 anos para chegar a desenvolver cirrose de fígado ou câncer hepático. Nessa fase muito mais avançada é os sintomas aparecem.
Se não tratada, a hepatite C pode levar a morte precoce já que a estimativa de vida é de, em média aos 56 ou 57 anos de idade. “Um em cada quatro infectados desenvolve cirrose ou câncer de fígado. Pode parecer pouca coisa, mas quando falamos em aproximadamente três milhões de brasileiros infectados é fácil observar que até 700 mil correm serio perigo de vida”, ressalta o presidente.
O médico do CTA informa que a hepatite C, por provocar a cirrose e câncer hepático, causa mais mortes do que o HIV.

CURA

Varaldo conta que a hepatite C é uma das poucas doenças que tem cura efetiva. “Eu estou há 15 anos curado. Atualmente temos dois tratamentos disponíveis no Brasil, um deles utiliza dois medicamentos, o Interferon Peguilado – que é injetavel – e a Ribavirina curando entre 40 e 60% dos pacientes que completam o tratamento. Outra terapia que além desses medicamentos utiliza conjuntamente um inibidor de proteases cura entre 60 e 70%”, informa.
Palazzo diz que quando o diagnóstico é precoce, a chance de cura aumenta para 80%.
O problema é que o tratamento é longo (de 48 semanas na maioria dos casos) e com muitos efeitos colaterais e adversos. “Já existem nos EUA e Europa novos medicamentos, de uso oral, sem interferon, com duração de oito, 12 ou em alguns casos 24 semanas que conseguem curar de mais de 93% dos pacientes, com poucos e leves efeitos colaterais”, relata.
Já no Brasil, se aguarda a burocracia da ANVISA para o registro e a incorporação no SUS que, se seguir os tramites normais, pode demorar uns três anos. “É necessário o governo acordar e acelerar a tramitação. Muitos dependem desses novos medicamentos como única opção para salvar a vida”, expõe Varaldo.

ALTERNATIVA

Pallazzo alerta que todo e qualquer medicamento ou chá, natural ou não, podem levar à hepatite medicamentosa e o presidente do Grupo Otimismo aconselha que nunca pare o acompanhamento médico ou deixe de fazer o tratamento com medicamentos se alguém prometer a cura com qualquer alternativa.
“Suplementos, em especial aqueles anunciados como milagrosos para emagrecer pode causar sérios problemas no fígado. Existem casos no Brasil da necessidade de transplante de fígado pelo consumo de produtos naturais. Por ser natural e inofensivo, veneno de cobra é natural, porém mata”, ironiza.

MODELO

O Brasil foi modelo para o mundo no enfrentamento da AIDS, mas não se compreende porque está adormecido em relação a enfrentar a hepatite C, uma doença que infecta cinco vezes mais brasileiros que a AIDS. “A necessidade de acelerar ações nos novos medicamentos para hepatite C, seja na priorização dos registros na ANVISA ou na incorporação no SUS, colocará o Brasil numa situação risível perante a Organização Mundial da Saúde ao demonstrar que muito se faz pela AIDS, mas no caso da hepatite C o governo está ostensivamente discriminando os infectados”, relata Varaldo.
Mas existe outro fator que faz com que a hepatite C seja silenciada, o posicionamento e atuação dos infectados. “A grande parte dos infectados com hepatite C fica em silêncio, sem comentar nem reclamar, sem cobrar seus direitos e como saúde pública se faz para atender demanda, se o problema não aparece, se ninguém grita, não será necessário realizar ações de saúde pública”, conclui.

Foto: J/ MARÇO/ DIA 21/ Entr Dr Frederico R01interna.JPG
Arquivo: J/Débora/HEPATITE C _CANCER 17.02

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