Transmissão de Doenças do Sangue Na Micropigmentação

Diariamente, milhares de brasileiros visitam os salões de beleza à procura de cuidados estéticos e que tragam bem-estar.

 

São pontos de encontro social onde são realizados procedimentos estéticos que podem gerar materiais biológicos contaminados que transmitem doenças.

 

Sendo assim, a falta de esterilização adequada dos materiais ou higienização das mãos da maneira incorreta podem ser as principais transmissoras de doenças infecciosas em salões de beleza.

É importante destacar que micropigmentadores e tatuadores corporais sem incluem nos profissionais que podem gerar riscos potenciais de transmissão de doenças.

 

Justamente por causarem lesões na pele que podem sangrar, as regras de higienização e cuidados com o compartilhamento de instrumentos devem tornar-se prioridade a fim de evitar a contaminação cruzada entre clientes.

 

Em síntese, os estabelecimentos promotores de beleza devem respeitar e se adequar às exigências sanitárias vigentes, seguindo práticas essenciais, para garantir segurança aos profissionais e aos clientes promovendo saúde e bem-estar.

Exemplificando, vamos pensar na seguinte situação:

 

Uma micropigmentadora atende uma cliente portadora de Hepatite C e, ao realizar o seu procedimento, contamina os instrumentos utilizados com o sangue da paciente.

Se a higienização e esterilização dos materiais utilizados forem feitas de maneira inadequada, haverá a possibilidade de contaminar a próxima cliente.

Já imaginou o problema?

Você pode ser responsável por contaminar uma cliente, ou um colaborador, com uma doença muito grave.

 

Além disto, a Hepatite C não é a única doença capaz de ser transmitida pelo sangue, existem dezenas de outras, tais como:

 

  • Doenças causadas por Vírus
    • Verrugas causadas pelo papiloma vírus humano (HPV)
    • Hepatites B e C
    • Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) causada pelo HIV
    • Herpes

 

  • Doenças causadas por bactérias
    • Infecções profundas como as erisipelas

 

  • Doenças causadas por fungos
    • Micoses

Cuidados a Serem Tomadas Em Seu Estabelecimento

  • Cobrar segurança e higiene do colaborador que entrará em contato com o cliente;
  • Tirar Alvará de Funcionamento emitido pela Prefeitura da cidade garantindo a qualidade exigida pela Vigilância Sanitária;
  • Possuir lixeiras específicas para descartar materiais biológicos;
  • Se informar sobre alergias, doenças na pele e outras doenças sistêmicas da cliente;
  • Descartar todo material após o procedimento;
  • Abrir material descartável na frente da cliente;
  • Usar EPIs como luvas, máscaras, toucas e óculos;
  • Orientar um médico no caso de reações inesperadas para a indicação de medicamentos se necessário;

Doenças do Sangue Mais Comuns

762120501-HIV_6

Hepatite B

O mais perigoso patógeno sanguíneo é o vírus da hepatite B (VHB), que provoca uma doença do fígado com risco de vida.

Existe uma vacina de prevenção, se você se encaixa no perfil de profissionais que tem contato com o sangue deve procurar o serviço de saúde pública da sua cidade e tomar as vacinas necessárias para prevenção dessa doença.

 

Hepatite C

Uma infecção comum pelo sangue é a hepatite C. Seu vírus causa danos graves ao fígado, mas a maioria das pessoas não sabem que contraíram a doença até que seu órgão seja prejudicado.

 

HIV

A doença mais conhecida causada por patógenos é a AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida), que é causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV).

Essa síndrome destrói o sistema imunológico humano de forma que ele não seja capaz de combater a doença.

Prevenção/Solução

Os empregadores que explicam aos seus funcionários que eles podem estar expostos a sangue ou outros materiais potencialmente infecciosos no local de trabalho são solicitados a educar os funcionários sobre patógenos e dar-lhes acesso aos equipamentos de proteção individual, como luvas, máscaras, óculos de segurança, revestimento do corpo e sistemas de segurança para descarte de material contaminado.

O lixo biológico deve ter sua coleta de maneira especial, jamais descarte esse lixo junto com o lixo comum. Contate o serviço público da sua cidade e se informe sobre a coleta do seu material contaminado.

Agradecimento especial ao amigo e coautor do meu livro, Dr. Elso Elias Vieira Jr, Dermatologista Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e Doutorado/PhD pela Universidade de São Paulo (USP).

?>