Um auxílio as Mastectomizadas

O peito feminino ou mama, tanto por sua função como por sua forma, tem importância central, simbolizando a maternidade e a sensualidade.

A mulher por natureza tem o dom de abraçar, trazer para seu peito e aconchegar aqueles que ama, um porto seguro, para proteger sua prole e seus queridos.

Mas algo aterrorizador sonda essa área tão encantadora, principalmente, desse ser chamado mulher. O câncer de mama.

Segundo uma pesquisa sobre a incidência de câncer no Brasil feita pelo INCA, estima-se que em 2014/2015 o Brasil terá 576 mil novos casos de câncer.

O câncer, ou  neoplasia , se caracteriza pelo crescimento rápido e desordenado de células não saudáveis (câncer malígno) que podem se espalhar para outras regiões do corpo.

Quando diagnosticado e tratado no início, com o nódulo menor que 1 cm, as chances de cura podem chegar a 95%. Ou seja, fazer o auto-exame periódicamente e a mamografia anual a partir dos 40 anos para se obter um diagnóstico precoce ainda é a melhor opção.

Caso não seja identificado, o câncer pode evoluir para um quadro mais complicados, levando ao tratamento com quimioterapia, ou em muisos casos para a mastectomia radical ou parcial. Este último caso consiste na retirada da glândula mamária, juntamente com a retirada de músculos peitorais. Nesse tipo de cirurgia a mulher perde parte ou todo o complexo areolo-mamilar.

Além de uma agressão física, essa cirugia causa uma agressão emocional fazendo com que as mulheres mastectomizadas se sintam menos feminina, trazendo junto as cicatrizes a baixa autoestima. Elas nunca se esquecem da doença.

“Ter de volta minhas aréolas foi algo que não imaginei ser possível, quando me olhava no espelho não via uma mama e sim um joelho! (risos) Hoje estou feliz, ao me olhar não vejo mais as cicatrizes que tanto me lembravam a doença, sou uma mulher de novo, venci a doença estou viva ”

– Chris, cliente e amiga que venceu o câncer

Alguns profissionais são imprescindíveis nesse momento, um fisioterapeuta para reabilitação muscular e motora, um psicólogo para cuidar do emocional e hoje, entre tantos, contamos com mais um profissional que ajuda na recuperação da auto estima, o micropigmentador.

A micropigmentação paramédica, nome dado à essa técnica, é uma especialização que ensina o profissional, que já atua na profissão, a fazer essa reconstrução através de técnicas de implantação de tinta e desenhos 3D.

Por ser um trabalho muito delicado, alguns cuidados devem ser tomados, por exemplo, os pigmentos devem estar devidamente registrados pela ANVISA, departamento sanitário que cuida da procedência e analise dos produtos, a fim de minimizar as possibilidades de qualquer intercorrência. A consulta com a cliente deve seguir um protocolo exclusivo pois esse paciente pode estar muito debilitado físico e emocionalmente, cabe ao profissional encontrar a melhor forma de assistir e ajudar.

Também é importante formar parcerias com médicos que nos auxiliem sobre o melhor momento para executar o projeto. Em países como a Europa esse trabalho já se encontra disponível dentro de hospitais com parceria médica, entende-se que o médico faz a parte grande da “obra” e os micropigmentadores fazem o “acabamento”. Em outras palavras “o médico corta e os micropigmentadores bordam”.

É muito satisfatório saber que através de pincéis de metal é possível concluir um trabalho tão lindo e tão desejado, inevitável é segurar as lágrimas quando essa paciente se olha no espelho emocionada, te abraça e te agradece se sentindo tão plena e tão feliz.

Deveríamos divulgar mais essa possibilidade relativamente nova, pois infelizmente as mulheres continuam se sentindo mutiladas e envergonhadas, sendo que esse procedimento tem o poder de devolver a autoestima, resgatando a feminilidade e a alegria. Nós, micropigmentadores, podemos e devemos ajudar essas pessoas tão especiais a continuarem trazendo seus amados para junto do seu peito.

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