Despigmentação Elétrica

Autores: Eliana Giaretta e Dr. Rafael Ferreira

Apoio técnico da IBRAMED – Ind. Bras. Equip. Médicos

O despigmentador elétrico tem se tornado uma lenda na área da micropigmentação, pois durante muitos anos se utilizou esse aparelho sem abrir discussão ou um parecer técnico mais preciso a respeito da eficiência desse equipamento.

O despigmentador foi vendido de várias formas: inicialmente como um equipamento que atuava por eletrólise, e finalmente como eletro-cauterizador (eletrocautério); entretanto, resumidamente trata-se de um aparelho elétrico de média frequência.

Indicação bibliográfica

Para quem quiser saber mais a respeito de eletroterapia aplicada sugiro o livro “Eletroterapia Explicada” – Princípios e Práticas, autores: John Low e Ann Reed. Editora Manole. 3ª edição.

Como funciona o equipamento

A Pele

A despigmentação elétrica mostrou-se uma interessante alternativa para remoção da pigmentação, sendo que ela se baseia na indução de uma inflamação que lesione o tecido. No processo de recuperação da pele o sistema imunológico elimina as estruturas danificadas e com elas o pigmento.

O mecanismo de ação

O despigmentador usa uma corrente elétrica da média frequência localizada na ponteira metálica. Logo, ele é um equipamento com corrente elétrica monopolar que fecha o circuito quando em contato com a pele. Neste momento, gera uma faísca, transmitindo a energia elétrica e gerando a lesão no tecido por calor.

Entretanto, o sistema de indução de eletricidade gera algumas contestações, algumas ponteiras fazem a descarga energética direta, enquanto outros utilizam uma ponteira com indução térmica de ultrassom.

Por outro lado, o ultrassom é um equipamento que gera ondas de som a partir da vibração de um cristal piazoelétrico quando estimulado por corrente elétrica, deste modo, essa onda é propagada através de um meio de contato (utiliza-se gel de contato isento de bolhas) até o tecido tratado; dependendo do seu comprimento de onda ele pode ser utilizado para o tratamento de tecidos profundos como músculos (onda de 1 m), tecido adiposo e dérmico (onda de 3 m) ou nível epidérmico (onda de 5 m).

A ação vibracional gera uma movimentação molecular, o que eleva a temperatura da região, justificando a classificação do ultrassom como uma termoterapia. Entretanto, caso essa energia se acumule em demasia ele pode gerar uma lesão. O eletrodespigmentador tem essa finalidade, pois concentra a energia na ponta metálica, gerando grande aumento da temperatura e lesão tecidual.

Opiniões

Ainda existem divergências entre os especialistas sobre a classificação dos recursos utilizados, padronização de intensidade, metodologia de tratamento e mecanismo de ação da técnica, mas o fato importante é que é uma técnica que induz lesão tecidual. Portanto, deve ser utilizada com cautela e prévia qualificação do profissional enquanto o mecanismo de ação fisiológico e padronização do equipamento não forem totalmente definidos.

O Resultado

Foto 01. Pigmento sob a pele.

No trabalho acima foram realizadas duas sessões de despigmentação para alcançar o efeito desejado. Esta técnica não é indicada para a tatuagem, pois a lesão provocada pelo equipamento é muito superficial, não alcançando as profundidades necessárias no caso da tatuagem. O risco de provocar cicatriz é grande nestes casos.

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